segunda-feira, 30 de maio de 2016

Chegando em Buenos Aires

Saímos de Colônia de barco rumo à Buenos Aires e claro que não ia faltar perrengue né?



Chegamos em Buenos Aires e na mesa de raio-X as autoridades nos pediram para abrir as mochilas. Caramba, o que será que aconteceu? Será por causa do canivete suíço? Tesoura? Chocolate? Nada disso! Quando saímos da ecovila, Jane nos deu algumas frutas para viagem, que não comemos em Colônia e esquecemos completamente que estavam na mochila da Cami. Resultado: Jogaram as maçãs orgânicas mais saborosas do mundo direto no lixo! :/

Toca a ficha, seguimos adiante.

Ainda ali no porto, o Fabio perguntou para um segurança onde pegávamos ônibus para o terminal de Retiro e se podíamos pagar em dinheiro. Ele respondeu que sim e mostrou o ponto de ônibus, quase ali em frente. Chegamos, tinha uma mãe com o filho, e como eu gosto de perguntar mil vezes as coisas pra evitar mal entendido (rs) fui confirmar com ela se ali pegávamos o ônibus para Retiro, tudo com aquele espanhol péssimo né? Hahaha ela respondeu meio gaguejando que não sabia, então perguntei se Retiro era próximo e ela respondeu com mais dificuldade ainda que não sabia e que não era dali, era brasileira! Ninguém percebeu! Não podíamos acreditar, todos rimos muito. Detalhe: o filho dela estava com camisa do Brasil e o Fabio do Avaí (clube de Florianópolis) e ninguém tinha notado...

Enfim, nosso ônibus chegou, sentamos, cheios de mochilas + a cria e quando o Fabio foi pagar, o motorista disse que não podia ser em dinheiro, Fabio argumentou que era em pesos (e que outra moeda poderia ser?), mas ele disse que tinha que ser com um cartão pré-pago. Ficamos bem nervosos, ele foi super grosso, perguntou de onde éramos e falamos que somos brasileiros, então com cara de poucos amigos ele deixou a gente seguir, sem dúvida nenhuma porque estávamos com a Cami, essa criaturinha sempre nos salvando :)

Compramos as passagens para Mar del Plata e bora lá pra + 6 horas de viagem (e mais perrengue porque ele já faz parte da viagem)... Em Mar del Plata fomos comprar a passagem para a Playa de los Lobos e perguntamos ao motorista se ele podia nos avisar quando fosse pra descer na Parada 11. Quando ele respondeueu e o Fabio nos olhamos e não entendemos NADA do que ele falou! A gente tinha um pouco de dificuldade em falar, mas já estávamos entendendo bem, só que aquele motorista não era de Deus hahaha pedimos pra repetir e continuamos sem entender, desistimos e entramos, gente louca tem sorte mesmo rsrs.

Sentei em um banco e coloquei a mochila ao lado e Fabio sentou atrás com a Cami. Ônibus enchendo, peguei a mochila no colo e dei lugar para uma mulher sentar. Conversamos um pouco, perguntei se por acaso ela iria descer na parada 11, ela disse que sim e eu, não acreditando, perguntei se era na Playa de los Lobos e ela confirmou. Abri um sorrisão e o medo da gente se perder a noite passou. Pedi a ela pra me avisar quando fosse descer e agradeci

DICA DA GABI: NUNCA CHEGUE EM UM LUGAR QUE NÃO CONHECE A NOITE! Vou repetir isso como um mantra, já que fizemos essa burrice 2x. haha

Da rodoviária de Mar del Plata até Playa de los Lobos foram 45 minutos. Descemos e a querida mulher nos disse onde era o hostel em que ficaríamos - era o único da praia rs. Não tinha placa nenhuma quando chegamos lá, perguntamos a um carro que estava chegando se ali era o La Syringa e ele confirmou.

La Syringa Hostel
 Mais um pouquinho de ansiedade, né? Pra conhecer o pessoal e tudo mais. Logo que entramos conhecemos Marina, nossa anfitriã que já estava fazendo o jantar para todos, e Txaro, sua filha mais nova. Lá também estavam hospedados a Laura, da Suíça, e o Tomas, francês, ambos, como nós, trabalhando em troca de hospedagem.

Cami e Marina, nossa mãe argentina!
Nos sentimos em casa desde o primeiro momento, Marina e sua família fizeram com que nossos dias fossem muito alegres e aconchegantes. Viajar nos permite esses encontros e vamos ser eternamente gratos à vida por ter colocado pessoas como ela no nosso caminho.

Em breve, falaremos sobre nossa rotina no hostel... Cola na gente! Beijos

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Impressões sobre o Uruguai


Para encerrar com chave de ouro a série de posts sobre o Uruguai vamos falar um pouco das nossas impressões sobre nosso país vizinho.

De cara, ficamos impressionados com a organização de Montevideo. A rodoviária é muito boa, mil vezes melhor que o aeroporto de Floripa! Grande, limpa, muita gente simpática e disposta a ajudar - e isso foi ótimo, já que como já contei aqui, depois me dei conta que havia perdido meu celular...

Fomos várias vezes ao banheiro e todas as vezes tinha alguém limpando. Claro que pra que isso seja possível havia uma caixinha de acrílico para deixarmos uma graninha para as meninas da limpeza. Não sei se elas ganham um salário fixo + o dinheiro da caixinha, ou se estavam ali apenas pela caixinha, apesar de ficar curiosa meu portunhol não permitiu que eu perguntasse.

Tivemos pouco tempo em Montevideo, apenas de passagem, mas como chegamos numa quarta-feira em horário de almoço conseguimos perceber o ritmo de vida que a maioria leva ali no centro. Todo mundo andando devagar pelas ruas, conversando, sem empurra empurra... gostamos bastante. Queríamos ter conhecido a praia, mas ficou para a próxima!

Percebemos também que a economia do Uruguai é bastante louca, tanto que eletrônicos, carros, casas, terrenos são vendidos em dólar, achamos super estranho... mas Mauri disse que é assim mesmo, como o peso uruguaio oscila muito "coisas de valor" são sempre em dólar.

Sobre Lavalleja acho que já falamos bastante né? Uma delícia de lugar e céu deslumbrante, mas não acho que eu moraria assim tão distante de tudo...

Céu de Lavalleja
Colônia ganhou nossos corações <3 também tivemos pouco tempo por lá, apenas um dia, mas valeu muito a pena. Cidade muito bonita, limpa, ruas largas, gente bacana, carinha de interior mas com tudo que precisa por perto. Havia uma feirinha no centro com poucas lojinhas abertas e a praia tinha milhares de mosquitos daqueles bem pequeninhos, coisa que incomoda, mas não a torna menos bonita.

Cidade do interior com praia, não preciso de muito mais que isso pra ser feliz né? haha

Brincadeiras a parte, não temos a ideia de viver no Uruguai, mas com certeza é um lugar que merece ser lembrado caso um dia a gente pense em voltar pra perto da família. Passar por três cidades em quinze dias não nos permite conhecer direito e saber qual é aquela ideal para nossa família, mas se um dia pensarmos na possibilidade, Montevideo e Colônia estão na lista para pesquisa! ;)

Colônia Del Sacramento













quarta-feira, 11 de maio de 2016

Fabio Lohn vegetariano?

Quando começamos a buscar por residências para nos hospedarmos notei que na grande maioria dos lugares a alimentação era vegetariana. Por um bom tempo relutei, não imaginava ficar sequer uma semana sem carne. Fui criado em uma família que sempre consumiu muita carne em todas as refeições, até mesmo meu café da manhã era pão com carne. Minha alimentação sempre foi um desastre, comia muito biscoito recheado, bala, salgados fritos, leite e nada de verduras e frutas.

Após o nascimento da Camille - e por insistência da Gabi para dar exemplo a nossa pequena rs - comecei a comer cenoura, brócolis, tomate e berinjela; até gostava de frutas, mas comia no máximo cinco no ano. Esse era eu.


Quando chegamos no Uruguai fomos dar uma volta em Montevideo e procuramos algum lugar para almoçar - de preferência com carne porque sabia que ficaria dias sem comer!

No dia seguinte começou o pesadelo: a Jane, anfitriã da casa, estava servindo os pratos como de costume e como sou grande ela resolveu caprichar no meu prato com a pior comida da minha vida, a tal sopa de aveia que a Gabi falou no último post. 1 hora e 2 litros de água depois eu finalmente terminei o almoço, que para minha completa falta de sorte foi servido novamente no jantar - dessa vez com pimenta.

No segundo dia me deparei com as inevitáveis frutas. Logo no café da manhã comi três - mais do que comi o ano de 2015 inteiro! E o almoço foi arroz com uns 7 tipos de salada e 3 de abóbora, que era o que mais tinha na casa. Mais uma vez, fui o último a terminar... a comida não descia e a carne fazia muita falta. Nos dias seguintes meu corpo já havia se acostumado e sentia menos falta, não era por menos, afinal passava o dia comendo frutas.

Na segunda semana já conseguia saborear a salada deles. O fato deles temperarem muito bem me ajudou no processo. Comi ovo duas vezes em toda a estadia lá e as vezes eles faziam pães deliciosos com semente de girassol, linhaça, gergelim e amendoim.

Tenho que admitir que esses dias foram muito difíceis mesmo. Terminava as refeições com aquela sensação de fome no estômago e em menos de 2 horas estava comendo de novo para me saciar. O dia mais difícil foi quando, num domingo, o vizinho, que morava a cerca de 70 metros, assou frango e acabou com meu dia com aquele cheiro rsrsrsrs.



Além da carne, precisei tirar o leite do meu café. Sempre odiei café preto e também sofri com isso no início, mas depois passei a fazer café mais fraco para mim e me acostumei - ah, lá não tinha coador! Pensa no choque de realidade! Ainda assim, foi mais fácil ficar sem leite do que sem carne rs.

Em 15 dias com dieta forçada, sem carne e sem leite, comi mais frutas e verduras que em 27 anos. O resultado disso? Menos 4,5 quilos e muito mais disposição!

A surpresa foi quando chegamos na Argentina e aproveitei pra beber café com leite. Não gostei, e dessa forma decidi abolir o leite do meu cardápio. Mas a carne não! Estou comendo só aos finais de semana, e geralmente não me sinto bem no dia seguinte, o que me faz acreditar que vou reduzir ainda mais o consumo. A gente sabe os malefícios da carne e acha que é exagero, mas quando passa por uma desintoxicação - como no meu caso - percebemos como a qualidade de vida, disposição e saúde melhoram e o quanto aquela escorregada nos faz mal.

Apresento a vocês o novo Fabio, que come salada, frutas e verduras diariamente, não bebe leite e diminuiu o consumo de carne. Não foi fácil, mas sobrevivi e, melhor do que isso, agora sei o que me faz bem e sinto a diferença no dia a dia.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

El Recoveco

El Recoveco significa um lugar escondido, difícil de achar.
Nosso dia começou cedinho e estávamos felizes da vida por ter visto Jane e o pequeno Pablo. Todo o nervosismo passou naquela hora, nos cumprimentamos e Jane perguntou que idioma falávamos. Ela é alemã e adivinha só? Fala alemão (rsrs), inglês e espanhol. Optamos, é claro, por espanhol só porque gostamos muito do idioma haha.

Foi um pouco difícil no começo, mesmo com eles falando devagar me parecia rápido. Eu que sou toda desencanada travei e o Fabio, que é mais inseguro, saiu falando espanhol e me deixou de boca aberta. Todo mundo acha que espanhol é fácil pra quem fala português e, bom, pode até ser quando você fala como turista pedindo informação e opções de pratos para o almoço, mas vai tentar falar sobre plantio, colheita, limpeza, ecologia e política para ver. Não é tão simples como parece. Jane também tinha dificuldade com algumas coisas, então na hora do aperto, quando ela não entendia meu portunhol, eu falava ou soletrava em inglês. Ainda assim, nos primeiros dias, eu fiquei quase muda rsrsr.

Na ecovila vivem apenas quatro moradores atualmente: Mauri e Jane, que são um casal, seu filho Pablito e Rayo. Foi ele que nos ofereceu a opção de trabalharmos todos juntos ou ele com o Fabio (vou deixar pra ele mesmo relatar essa experiência) e eu com a Jane. Preferi a segunda opção porque seria mais fácil, já que estava com a Cami.

No primeiro dia eles nos mostraram tudo. A ecovila é imensa, tem cinco casas, quatro delas compostas apenas de quarto e cozinha e a casa principal, onde todos fazem as refeições e se encontram para ouvir música e conversar.

Casa principal


Fogão solar
Nossa casinha
A ideia é criar uma comunidade e se alimentar apenas daquilo que plantam. Eles têm milho, feijão, arroz, abóboras de todos os tipos imagináveis, batata, repolho, tomate, cebola, alho, pimenta, pêssego, maçã, uva, girassol, colmeias de abelha para mel, amendoim, erva mate e, é claro, a erva do Mujica - cujo plantio e uso, pra deixar claro, é legalizado no Uruguai. Segundo eles, acredito que por medo de julgamento da nossa parte, caiu uma semente dela e nasceu! Logo lembramos da música do D2 e Bezerra: - Meu vizinho jogou uma semente no quintal, de repente brotou um tremendo matagal. hahaha. 

Colhendo uva
Apesar de colher as batatas da terra... rsrs
Uma bacia suja de mel = felicidade!
Marijuana
O dia a dia era muito gostoso. Comecei arrumando a casa principal, que estava um caos (e olha que não sou a pessoa mais organizada do mundo!). Tirei tudo do armário da cozinha, limpei com água e vinagre, lavei toda a louça - porque se tem uma coisa que eu sou encanada é a limpeza da louça e lá tem muita aranha e, consequentemente, muita teia. Ajudei Jane com o almoço e fechei o primeiro dia de trabalho, 

O ALMOÇO

Foi o pior almoço das nossas vidas, outro momento que queríamos sair correndo dali! Na panela, muita água fervendo e cozinhando a abóbora; até aí, tudo bem, adoro abóbora, mas eis que de repente vejo Jane jogando na panela um pote de aveia! Ficou um pirão de aveia com abóbora! Vocês não têm noção do que era aquilo, parecia mistura de cola com água e trigo. Lembrava um pirão d'água sem sal que minha tia avó me fazia comer, já que era tudo branco. Por sorte, tinha também salada crua e azeite de oliva na mesa, foi o que me salvou, mas óh, foi punk. O Fabio, coitado, odiava abóbora, aveia, salada e azeite, ou seja, se ferrou em todos os sentidos haha.

Aí vocês pensam "ah, eles devem ter comido super pouco, devem ter ficado com fome". Olha, eu adoraria ter ficado com um pouco de fome nesse dia. No Uruguai assim como na Argentina eles têm um costume lindo mas que ferrou com a gente: quem faz a comida serve os pratos, e eles colocaram muita comida pra gente. O Fabio foi o último a terminar e, de repente, Jane pergunta: - Você não gostou Fabio? E ele com toda educação responde: - Está ótimo, é que eu como muito devagar mesmo hahahahahaha.

Acha que acabou a parte ruim? Sobrou comida e a noite tivemos que comer de novo, mas dessa vez enquanto Jane aqueceu o panelão de pirão ela colocou pimenta e aí, pra mim, estava ótimo e pro Fabio ficou ainda pior... Sério, pra mim tava ruim, mas olhar o Fabio dava dó. A Camille comeu pirão e tomate rsrsrs.

Depois do almoço de boas vindas, limpamos a cozinha, preparamos uns biscoitos para assar e fomos para o rio tomar banho e assar os biscoitos no forno de barro à beira do rio. Uma delícia aquela vibe! Pra não ser injusta, os biscoitos estavam divinos.

Rayo usando o forno de barro
A diversão de todas as tardes
Rio de água cristalina e com muitos peixinhos

Nos próximos dias, conforme a Camille pedia, fazíamos arroz, macarrão ou feijão, sempre com muita salada. Ah, e o feijão lá é ao dente e sem caldo... Foi difícil viu rsrs. 

E assim foram os dias seguintes. Tudo era muito calmo, começávamos a trabalhar por volta das 8h30, a Cami esteve comigo o tempo todo eu sempre podia parar para dar atenção, mas normalmente ela estava incluída nas minhas atividades - ela até moeu milho.

Moendo milho
Como começávamos a trabalhar tarde, quase sempre trabalhávamos um pouco de manhã, descansávamos após o almoço e retornávamos no fim da tarde para mais alguma coisa.

Lá só tínhamos energia solar, ou seja, nada de refrigerador ou microondas. Tinha apenas uma tomadinha para carregar os celulares, um banheiro comum com chuveiro aquecido a lenha. Eles explicaram no primeiro dia o que fazer pra aquecer, mas não entendemos nada - e como sempre tinha escorpião no banheiro não fizemos questão de aprender -, então o banho era no rio mesmo e era frio demais mesmo com o sol, pois as árvores faziam sombra. Sinceramente, agora bate uma saudade daquele rio e da tranquilidade do lugar... ah, como o banho era no rio seria um crime usar química, então abolimos shampoo e sabonete, usamos apenas uma vez no tempo que estivemos lá e nossos cabelos e pele ficaram muito mais bonitos, tanto que iniciei o no-poo.

Lavando os cabelos - sem shampoo.
Na primeira semana faltou água, estava há mais de quarenta dias sem chover no país e nos perguntaram se queríamos ficar ali mesmo sem água. Pensamos que seria interessante vivenciar a rotina deles com tudo que tem direito (rs), mas confesso que foi bem difícil. Pegava água no poço, que era puríssima para consumo, para lavar louça e roupas. Cansativo, mas nem era a pior parte: pra mim o pior e inimaginável era encher uma bacia de água e lavar a louça do dia todo ali, mesmo com a água já suja. Mas é assim em muitos lugares, inclusive na Austrália, onde se enche a pia e usa aquela água. Pode parecer que não, mas fica limpo de verdade viu?

Também tivemos que experimentar o baño seco, que é banheiro seco... Tipo uma patente, mas não é um buraco no chão, é um banheiro de verdade, com toda uma questão ecológica envolvida. Esse banheiro ficava em um penhasco, todo limpinho e bonitinho com azulejo e vaso sanitário. A sujeira ia pra bem longe e não ficava com cheiro, mas no começo era estranho, pensava nas minhas avós, só faltava o sabugo haha.

Banheiro seco
Sentíamos como se estivéssemos na casa de amigos e ajudávamos a manter a ordem das coisas, apenas isso. Eu passei mal duas vezes e me liberaram do trabalho sem eu pedir.

Apenas uma coisa nos deixou incomodados, mas foi um pouco antes de irmos embora.
Toda semana Mauri e Jane iam na cidade comprar as poucas coisas que faltavam e pedimos para comprarem biscoito água e sal e doce de leite. Demos um valor que sabíamos que ia sobrar e eles não nos deram o troco, disseram que compraram outras coisas... Enfim, não era um valor alto e não nos importaríamos se eles tivessem pedido, mas achamos de muito mal gosto. Mas no geral, tudo foi ótimo e vamos continuar viajando dessa forma que, para nós, além de ser muito mais barata nos permite trocar experiências, conhecer a verdadeira cultura local, ouvir música boa e jogar conversa fora. É muito rico e quem não viaja assim dificilmente vivencia isso,

Amamos conhecer Jane e ouvir o relato de seu parto que aconteceu na Alemanha! Ela narrou suas histórias de viagens pelo mundo, igual a nossa, e foi assim, inclusive, que ela conheceu Mauri, como voluntária em El Recoveco,
Mauri também foi um bom anfitrião, apesar de passarmos pouco tempo juntos. Rayo foi quem ficou mais tempo conosco, sempre prestativo, brincando com a Cami, nos ensinando a acertar a pronúncia e tocando violão.

Ah, quem nos conhece sabe que sempre chamamos a Camille de Caca e lá percebemos que eles só chamavam ela de Cami. Quando nos demos conta que lá caca é coco decidimos abolir pra evitar futuros traumas rsrs.

Espero que curtam nosso relato, em breve o Fabio vem contar sobre o trabalho dele e a difícil adaptação com a alimentação vegana. Beijos, beijos e beijos.

Nossa companheira de quarto




Voltando à Montevideo para seguir para Colônia del Sacramento