Após o nascimento da Camille - e por insistência da Gabi para dar exemplo a nossa pequena rs - comecei a comer cenoura, brócolis, tomate e berinjela; até gostava de frutas, mas comia no máximo cinco no ano. Esse era eu.
Quando chegamos no Uruguai fomos dar uma volta em Montevideo e procuramos algum lugar para almoçar - de preferência com carne porque sabia que ficaria dias sem comer!
No dia seguinte começou o pesadelo: a Jane, anfitriã da casa, estava servindo os pratos como de costume e como sou grande ela resolveu caprichar no meu prato com a pior comida da minha vida, a tal sopa de aveia que a Gabi falou no último post. 1 hora e 2 litros de água depois eu finalmente terminei o almoço, que para minha completa falta de sorte foi servido novamente no jantar - dessa vez com pimenta.
No segundo dia me deparei com as inevitáveis frutas. Logo no café da manhã comi três - mais do que comi o ano de 2015 inteiro! E o almoço foi arroz com uns 7 tipos de salada e 3 de abóbora, que era o que mais tinha na casa. Mais uma vez, fui o último a terminar... a comida não descia e a carne fazia muita falta. Nos dias seguintes meu corpo já havia se acostumado e sentia menos falta, não era por menos, afinal passava o dia comendo frutas.
Na segunda semana já conseguia saborear a salada deles. O fato deles temperarem muito bem me ajudou no processo. Comi ovo duas vezes em toda a estadia lá e as vezes eles faziam pães deliciosos com semente de girassol, linhaça, gergelim e amendoim.
Tenho que admitir que esses dias foram muito difíceis mesmo. Terminava as refeições com aquela sensação de fome no estômago e em menos de 2 horas estava comendo de novo para me saciar. O dia mais difícil foi quando, num domingo, o vizinho, que morava a cerca de 70 metros, assou frango e acabou com meu dia com aquele cheiro rsrsrsrs.
Em 15 dias com dieta forçada, sem carne e sem leite, comi mais frutas e verduras que em 27 anos. O resultado disso? Menos 4,5 quilos e muito mais disposição!
A surpresa foi quando chegamos na Argentina e aproveitei pra beber café com leite. Não gostei, e dessa forma decidi abolir o leite do meu cardápio. Mas a carne não! Estou comendo só aos finais de semana, e geralmente não me sinto bem no dia seguinte, o que me faz acreditar que vou reduzir ainda mais o consumo. A gente sabe os malefícios da carne e acha que é exagero, mas quando passa por uma desintoxicação - como no meu caso - percebemos como a qualidade de vida, disposição e saúde melhoram e o quanto aquela escorregada nos faz mal.
Apresento a vocês o novo Fabio, que come salada, frutas e verduras diariamente, não bebe leite e diminuiu o consumo de carne. Não foi fácil, mas sobrevivi e, melhor do que isso, agora sei o que me faz bem e sinto a diferença no dia a dia.

